sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Há algum tempo deixei



Há algum tempo deixei
Mudar-me o jeito de ser
De viver para amar passei
A amar pra viver

O amor faz o coração
Feliz, bater sem controle
Pena que eu nunca soube
Algo além de paixão

O problema: eu não sei
O erro que tanto cometi
Eu tanto me apaixonei
E estou sozinho aqui

A justiça e o amor
São cegos, vejo isso
A cada novo dia,
Em tudo o que eu faço

Não pode mudar o fato
Que, na minha vida
Parece impossível ver
Essa dupla unida

Quem me mostrará
O caminho ao paraíso,
Ao vitorioso amor
Do verdadeiro sorriso?

Cada segundo sem



Cada segundo sem
Você por perto
É um pesadelo
Quase sem fim

O pior é que
Por mais longe
Que eu esteja
Que eu não te veja

Mais o que eu sinto
Por você se fortalece
E sinto-me esquisito
Quando isso acontece

Isso infelizmente não é raro
Logo não paro
De tê-la na mente

Sinto que amar é doença viral
Causada pelo olhar
Agravada pelo desejo carnal

Embora pareça essa vontade
É mais que querer
O corpo alheio com maldade
Chega a, insana, ser
Tudo de bom que faço
Faço só pra ter
De te dar o prazer
Um beijo e um abraço

Te entregaria minha liberdade
Se você aceitasse
Comigo, ter mais que amizade

Meu coração te sente
Como tudo pra mim
Meu cérebro desmente
Diz que não é bem assim

Perceba o dilema em que te amar me deixou 
Mas o maior problema é que, pra ti, não sou

Nada além daquilo
Que não agüento mais ser
Rezo para um milagre acontecer
E eu, seu, ser mais que amigo

Sei que posso ser
Como estou, sozinho
Mas poderia ser
Bem melhor se tiver
Seu(s) carinho(s)

Cada poema que escrevo



Cada poema que escrevo
É um momento da vida,
Que, demais, é sofrida,
É pra acalmar o nervo.

 Na maioria falo sobre
Amar e amor, ‘sem querer’,
Sentir ‘coisas lindas’
Mas que, futuro, não parecem ter.

Quinze anos, fizera,
Desde que senti que meu coração
Pela primeira vez, quisera,
Fugir da sua imposta solidão.

Há quinze anos atrás
Uma garota cujos olhos verdes
(Realmente lindos demais)
‘Deu-me’ pensamentos inconseqüentes.

Há quinze anos não aprendo
O ‘caminho do amor’
Há nove anos, escrevendo
Sonhos e recebendo dor.

Meu coração não se cansa
De entrar num ‘labirinto’
De entrar numa dança
Que o fim já é sabido
Mas depois, pra outra, se lança
Como se nada tivesse acontecido

Cada dia que passo



Cada dia que passo
Sem você nada mais é
É um teste que faço
Mesmo se não quiser

Ficar com você
Não importa como
Faz-me não esquecer
De quem eu amo

Faz-me lembrar
Como é maravilhoso
Sentir esse sentimento
Tão forte e poderoso

Estar fisicamente
Distante, porém
Tê-la na mente
Não me faz bem

Só me faz querer
Partir a uma busca
Com desfecho incerto
Pelo amor de você

Para eu ter
A felicidade plena
Só falta acontecer
A seguinte cena

Eu me declarar
Tentar te falar
O que és pra mim
Tu a me escutar
Até o fim

Quando eu acabar
Teu coração, pude tocar
Você também
Está a me amar
Como, antes, ninguém